1º de abril é permitido mentir!

1º de abril é permitido mentir, enganar e até mesmo fazer propaganda enganosa, que é considerada crime, apesar de ninguém ser criminalizado por isso. Posso entrar na terra da fantasia e afirmar que meus conhecimentos são ilimitados. Posso dizer que sou perita em pilotar aviões, capitanear navios, dirigir hospitais e até gerenciar o país. Posso garantir que se eu for a escolhida entre os outros candidatos, ninguém vai se arrepender porque eu sou estupenda! Mas só posso fazer isso nesse dia, porque é o “dia da mentira”.
Se eu alardear tudo isso nos outros 364 dias ninguém vai prestar atenção no que eu falo ou serei taxada de louca. A não ser que eu pertença a algum partido político. Não tenho dúvidas que se eu for oficialmente candidata a exercer um cargo público e armar conchavos para arranjar dinheiro e pagar o melhor marqueteiro de todos os marqueteiros, ele irá convencer as pessoas de minha honestidade e competência em cuidar do Bem Comum. Ele fará filmes poderosos e perfeitamente convincentes, e poderá mentir a vontade que ninguém vai cobrá-lo por isso. Ao contrário, quanto mais convincentes forem suas mentiras, mais ele será procurado por outros candidatos.
O hábito de mentir é tão corriqueiro que ninguém leva a sério a seriedade desse assunto.
Cada um é responsável pela vida que escolhe levar. Pode ser uma vida mentirosa e ninguém tem nada com isso, a não ser o próprio mentiroso e suas 'vítimas'. Mas quando a mentira prejudica o Bem Comum, é outra história.
Se continuarmos a permitir as mentiras que prejudicam o país e não cobrarmos da justiça que os mentirosos sejam punidos exemplar e rigorosamente por terem mentido, continuaremos a viver uma história feia e recheada de sofrimento e injustiça social.
Os debates da ultima eleição foram gravados e muitas informações mentirosas foram ao ar pela televisão. Essas mentiras devem ser apuradas e os candidatos avaliados no seu grau de mentirosidade.
Por que não?
Afinal, fizeram diversas afirmações e promessas que nós eleitores não temos condições de julgar.
Se não cobrarmos dos que podem julgar estas mentiras e enganações, continuaremos refém de uma política suja, como crianças indefesas, que não somos!
 
Cristina Mattoso.

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